Journal Club: Placebo e Psicodélicos

 

Instituto Phaneros

O efeito placebo tem uma enorme importância na área da medicina e, quando falamos de saúde mental, não é diferente. O efeito se refere a pacientes melhorarem de suas doenças ou sofrimentos devido à expectativa de cura – e não aos efeitos farmacológicos das substâncias ingeridas. O exemplo clássico que se dá para explicar os placebos é quando um paciente melhora após tomar uma pílula de farinha que ele acreditava ser medicação.

Com o passar dos anos, cientistas foram desenvolvendo desenhos experimentais – ou seja, formas de conduzir estudos – com o objetivo de  separar os efeitos farmacológicos dos efeitos causados pelas expectativas pessoais dos pacientes e até mesmo dos profissionais. 

No entanto, quando falamos de psicodélicos, essa questão se torna bastante complexa, uma vez que, com esse tipo de substância o paciente muitas vezes é capaz de identificar se tomou placebo ou não, gerando o que chamamos de “desmascaramento”.

Assim surgem os questionamentos: o padrão dos estudos clínicos para psicodélicos deveria ser diferente? É possível criar uma substância que gere os mesmos efeitos subjetivos, sem o efeito terapêutico para ser usado de placebo? Quais as bases epistemológicas por trás do objetivo de replicar o modelo de outras áreas da saúde para a ciência psicodélica?

Essas e outras perguntas são discutidas semanalmente na Comunidade Phaneros. Os encontros semanais para o debate de temas relacionados aos psicodélicos ocorrem toda quinta-feira e, nesta semana, os membros irão conversar sobre placebo e psicodélicos. Para isso, o Instituto Phaneros apresentou ao grupo 3 artigos científicos e os mais de 400 membros da Comunidade puderam votar, saindo vencedor o artigo de nosso diretor, @ee_schenberg, publicado ontem na Expert Review of Clinical Pharmacology: “Who is blind in psychedelic research?”

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