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Psicodélicos e Saúde Mental: para se manter atualizado

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A ciência é  conhecimento em constante construção – verdades que eram absolutas há alguns anos podem ser questionadas a qualquer momento à medida que novas pesquisas são publicadas. Assim, para os profissionais da área da saúde, manter-se atualizado na profissão de escolha se torna cada vez mais essencial, tanto para a inserção no mercado de trabalho, quanto para melhorar o atendimento aos pacientes. 

Uma das áreas mais promissoras dos últimos anos para o tratamento de transtornos mentais – como a ansiedade, a depressão ou o estresse pós-traumático – vêm sendo as terapias psicodélicas. Resultados de pesquisas feitas nas principais instituições de ensino do mundo indicam que elas podem ser mais eficientes até do que os remédios psiquiátricos receitados atualmente. Por ser recente, no entanto, o assunto ainda não faz parte das formações tradicionais e dos cursos oficiais da área da saúde. 

Foi pensando nessa lacuna que o Instituto Phaneros lançou em 2020 seu curso “Psicodélicos e Saúde Mental”. Com mais de três horas de duração, divididas em 23 aulas e 6 módulos, mais de mil alunos já se inscreveram no curso. As gravações incluem conversas sobre os mecanismos de ação farmacológicos e psicológicos das substâncias psicodélicas, além de se debater a variedade das experiências psicodélicas. Como um todo, as aulas servem como uma introdução ao assunto fundamentada nas mais sólidas e recentes publicações científicas, uma oportunidade única no Brasil.

Ficou interessado em saber mais sobre o “Psicodélicos e Saúde Mental”?

Fique ligado também para mais novidades do Phaneros sobre formações na área da ciência psicodélica. Vem muito mais por aí!

https://institutophaneros.eadplataforma.com/curso/psicodelicos-e-saude-mental/ 

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Journal Club: aprofundando a Integração Psicodélica

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Nesta semana, o encontro usual da Comunidade Phaneros dará continuidade ao tema da “Integração”. O tópico já foi abordado em um Journal Club no início de setembro, o que rendeu debates riquíssimos e a ideia para uma segunda rodada. Desta vez, os mais de 400 membros  do nosso grupo de estudos sobre psicodélicos decidiram analisar um artigo que aborda a integração a partir da perspectiva do Internal Family Systems (IFS, ou Sistema Familiares Internos, em tradução livre).

Esse modelo de psicoterapia foi criado pelo norte-americano Richard Schwartz e trabalha as diferentes partes do sujeito a partir de uma coordenação central de um Self com características bem definidas. A proposta é estabelecer diálogos e conciliações entre partes cindidas e exiladas, com partes protetoras, de forma harmônica, de maneira que todas atendam suas necessidades sem “monopolizar” a psique.

Para contribuir nessa conversa  sobre  IFS e Psicoterapia Assistida por Psicodélicos, teremos conosco Karin Grunwald e Antônio Pedro Goulart, facilitadores de respiração holotrópica e especialistas em Internal Family Systems. Os espectadores certamente sairão com novos insights e terão a oportunidade de tirar dúvidas diretamente com os convidados, que têm vasta  experiência na integração de vivências com estados não-ordinários de consciência. 

Ficou interessado em participar das discussões incríveis da nossa comunidade? Então fique atento para o próximo período de inscrições!

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Psicodélicos e conhecimentos indígenas

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Um longo artigo publicado no Truffle Report, @truffle_report, um portal dedicado a notícias que envolvem o mundo dos psicodélicos, deu destaque ao trabalho e aos pensamentos do diretor do Instituto Phanero, Eduardo Schenberg, PhD. O assunto? A história indissociável de psicodélicos como a ayahuasca e os cogumelos mágicos de seus lugares de origem: as sociedades indígenas e seus saberes tradicionais.

O texto dá destaque a um artigo publicado por Schenberg e o advogado Konstantin Gerber @konstantingerberadvocacia na revista Transcultural Psychiatry, sobre “injustiças epistêmicas” – quando uma pessoa ou um certo grupo de pessoas são vistos como incapazes de criar e compartilhar seus próprios conhecimentos. 

Em um certo sentido, é o que aconteceu com substâncias psicodélicas. Séculos antes de exploradores e cientistas ocidentais entrarem em contato com essas plantas, comunidades inteiras já se beneficiavam de seus efeitos – criando, inclusive, sistemas complexos e essenciais para o seu uso, com contextos comunitários e ritualísticos. No entanto, a partir do momento em que cientistas brancos levaram essas substâncias para os laboratórios, eles focaram apenas nos compostos químicos e descartaram os outros fatores e conhecimentos dos povos tradicionais.

Esse desdém pelo conhecimento que vem do outro é ligado ao perfil das pessoas que o produzem. “Está diretamente conectado a raça. Assume-se que sociedades tradicionais não saibam o que sabem porque são burras, indígenas, negras, consideradas ‘primitivas ou selvagens'”, disse Eduardo ao Truffle Report. 

Esse é também o cerne do artigo de Schenberg e Gerber. “Povos indígenas têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver sua herança biocultural, seu conhecimento tradicional e suas expressões culturais, incluindo práticas médicas”, escreveram eles. 

Importante considerar ainda que nesse processo os próprios cientistas perdem conhecimento relevante, como por exemplo o descaso com a variedade botânica e de métodos de preparo da ayahuasca, totalmente ignorados na literatura científica. 

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Um curso para futuros pesquisadores de psicodélicos

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A saúde mental promete ser o grande desafio do século XXI. Juntamente com a pandemia de Covid-19, estamos vivendo também uma proliferação de casos de transtornos mentais – principalmente de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. No Brasil, onde o vírus se alastrou de forma implacável, não é diferente. Não há quem tenha passado pelos últimos dois anos incólume – seja por medo da doença, pelo luto de uma pessoa querida, por dificuldades financeiras.

Dentro desse contexto, cresce a necessidade de novos tratamentos psiquiátricos eficazes e seguros – algo que os psicodélicos parecem estar prometendo. As pesquisas na área são bastante animadoras mas, junto com elas, surge também a demanda por profissionais qualificados para conduzi-las e acompanhar as Psicoterapias Assistidas por Psicodélicos (PAP).

Ao redor do mundo, a ideia de cursos de que formam pesquisadores especializados em PAP não é nova. Nossos parceiros da @mapsnews, por exemplo, são pioneiros no assunto. Mas há também formações organizadas pela @mind_europe, a @fluencetraining e o Usona Institute – que também colaboram com o Phaneros. 

Felizmente, o Brasil é um dos países que está desenvolvendo estudos próprios na área – com participação, inclusive, do diretor do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD. Para que os estudos possam continuar sendo desenvolvidos por aqui, é crucial que o país também possa contar com pesquisadores formados na área. 

Se você é profissional de saúde e quer ficar por dentro das novidades do Instituto Phaneros, assine nossa newsletter no nosso site! Você não é da área, mas conhece alguém que pode se interessar por nosso trabalho? Marque a pessoa nos comentários! 

 

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Esta semana na Comunidade: o documentário Dosed

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As drogas sempre fizeram parte da experiência humana, nas suas mais diversas formas de uso: medicinais, artísticos, recreativos, de abuso e até mesmo de dependência. Essa última é uma condição com tratamentos pouco eficazes e que ao mesmo tempo exigem muito da equipe clínica ao redor dos pacientes.

Por mais que a ideia de ‘’usar drogas para tratar a dependência de drogas’’ possa parecer estranha para muita gente,  recentemente, psicodélicos em contextos terapêuticos estão sendo usados para tratar a dependência de opióides, álcool e tabaco com ótimos resultados.

Tratamentos com psilocibina, MDMA, ibogaína e ayahuasca despontam como um instrumento importante nesses casos desafiadores, ao mesmo tempo em que sinalizam a necessidade de uma revisão sobre os tratamentos da dependência química. O fato de substâncias tão diversas, com diferentes mecanismos de ação, como a psilocibina, a ibogaína e o MDMA, atuarem tão bem no tratamento de alcoolismo traz importantes questionamentos científicos sobre o processo neuroquímico envolvido.

Nesta quinta-feira na Comunidade Phaneros, conversaremos sobre o documentário Dosed, de Tyler Chandler, que retrata a história de Adrianne para lidar com a dependência de opióides por meio do uso de psicodélicos. A produção foi premiada em festivais internacionais por retratar com muita sensibilidade o processo intenso e emocionante de enfrentamento da dependência química. Materiais como este documentário, artigos científicos e livros são escolhidos em votação pelas centenas de membros que estudam e dialogam semanalmente sobre temas relacionados a psicodélicos.  

Se você também quer participar da Comunidade Phaneros, acompanhe a nossa página e aproveite o próximo período de inscrições!

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Como será o mundo do trabalho psicodélico?

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Reunião atrás de reunião, corrida por resultados, horas no trânsito, mensagens de Whatsapp no fim de semana. O ritmo do trabalho moderno é implacável: raramente se restringe aos horários combinados e contamina a vida pessoal, os dias de descanso, as horas de lazer. Dentro desse contexto, como ficaria o mundo profissional, se os psicodélicos se tornarem populares e de fácil acesso?

Foi esse o questionamento que a revista Rolling Stone fez em um artigo publicado no começo de outubro de 2021. A verdade é: a maneira como o trabalho está organizado não combina com o ritmo introspectivo, criativo, antissistema dos psicodélicos.

Por enquanto, o capitalismo vem cooptando os tratamentos. O número de empresas que vêm sendo criadas para desenvolver medicamentos, oferecer terapias alternativas, conduzir pesquisas, organizar viagens para comunidades indígenas e fornecer serviços legais relacionados aos psicodélicos não para de crescer. Ironicamente, todas elas funcionam da forma tradicional: com metas, jornadas estafantes, empresários esgotados. Isso, por si só, contradiz a própria natureza de uma viagem psicodélica, geralmente feita quando se tem tempo, dedicação e repouso.

Outro fator importante a ser observado nessa nova indústria é a forma como eles se afastam da história e da origem dos psicodélicos. Muitas das substâncias que estão virando moda nos EUA e na Europa – como a ayahuasca, os cogumelos mágicos, o peyote – vêm de sociedades indígenas não-brancas, não-capitalistas, que as utilizam dentro de experiências ritualísticas e religiosas. Nada mais distante de uma startup do Vale do Silício, digamos. 

“Inserir essas substâncias no mercado que está nascendo vai exigir muita decolonização dos líderes dessas empresas”, disse à Rolling Stone Charlotte James, co-fundadora do @​​theancestorproject, que conscientiza pessoas pretas e pardas sobre a medicina baseada em plantas. “Essa nova ‘indústria’ não vai poder ser uma ‘indústria’ como as conhecemos atualmente. Em vez disso, será uma rede de co-criação que atravessa diversos ambientes e comunidades”, ela conclui.

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Setembro amarelo e a urgência de novos tratamentos psiquiátricos

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(Aviso de gatilho: neste texto serão discutidos dados sobre suicídio.)

O mês de setembro já está quase chegando ao fim, mas ainda dá tempo de lembrar da importância da campanha organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, o Setembro Amarelo, pela prevenção ao suicídio. O suicídio é uma das principais causa de morte no mundo, e vitimiza todos os anos 700 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, são quase 13 mil casos anualmente. 

Mas ele não afeta todas as pessoas da mesma forma. A OMS ressalta que, no mundo todo, três entre quatro pessoas que tiram a própria vida moram em países de renda baixa e média – ou seja, existe uma importante correlação com fatores sócio-econômicos, exposição à violência, instabilidade financeira, abuso de substâncias, entre outros. 

O problema se agrava principalmente nas pessoas mais vulneráveis da sociedade – resultantes de todas as intersecções possíveis. No Brasil, por exemplo, a taxa de suicídios é desproporcionalmente alta em comunidades indígenas: três vezes maior do que no resto da população. Outra minoria especialmente afetada são pessoas com deficiência. Um boletim do Ministério da Saúde mostrou que, entre 2011 e 2016, 25,5% das mulheres que tentaram suicídio, e 27,7% dos homens possuíam algum tipo de deficiência ou transtorno

Em todos os contextos, quase a totalidade das mortes (cerca de 98%) acontece em pessoas que sofrem de um ou mais transtornos mentais. Por isso, a discussão da prevenção ao suicídio passa invariavelmente pelos tratamentos psiquiátricos. Muitos dos remédios disponíveis atualmente são pouco eficientes para tratar pessoas com depressão grave, por exemplo. Nesse cenário, terapias psicodélicas seguras se tornam mais urgentes do que nunca. (O que não quer dizer, é claro, que os psicodélicos serão a cura mágica para esse imenso problema epidemiológico – diz apenas que não podemos nos dar ao luxo de dispensar um promissor caminho para novos tratamentos.)

Nos próximos meses, o Instituto Phaneros deverá lançar sua nova Formação em Pesquisa em Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. Fique ligado nas nossas redes para não perder mais informações!

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Tratamentos psicodélicos ganham anúncio na Times Square

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Poucas coisas são tão simbólicas de sucesso do que ter o seu produto estampado na famosa Times Square, em Nova York. Nessa rua, que é o centro comercial e empresarial da maior metrópole dos EUA, outdoors e telões multicoloridos anunciam suas marcas para as milhares de pessoas que passam por lá todos os dias. E essa foi a vez dos psicodélicos.

Entre 26 de setembro e 3 de outubro de 2021, a revista @doubleblindmag, uma publicação semestral dedicada exclusivamente ao mundo dos psicodélicos, comprou um anúncio na Times Square, com foco em “plantas medicinais”, que pretende “estimular um debate sobre a cura”. O outdoor foi patrocinado também pela Honeysuckle Magazine, Musings Magazine e Rainbo Mushrooms, e é o primeiro da história dos EUA com foco em psicodélicos. 

O anúncio convida as pessoas a tirar uma foto do painel luminoso e compartilhá-la nas redes sociais com a hashtag #celebrateplantmedicine (celebre a medicina baseada em plantas). A ideia é que as pessoas compartilhem histórias de como os psicodélicos mudaram as suas vidas. 

Mas a iniciativa também tem seus problemas. A foto usada no outdoor, por exemplo, mostra um grupo de indígenas em vestimentas tradicionais, sem dar nenhum tipo de contexto. Como se sabe, há diversas sociedades indígenas – incluindo várias no Brasil – que usam psicodélicos como o cipó ayahuasca ou o cacto peyote em seus rituais sagrados. 

Há muitas críticas de que a renascença psicodélica atual esteja capitalizando sobre esses conhecimentos tradicionais, interessada apenas em substâncias alucinógenas que possam ser facilmente comercializadas e render lucros, sem levar em consideração o contexto ritualístico necessário para uma experiência positiva. Por essa perspectiva, o outdoor na Times Square se torna mais um exemplo desse controverso movimento de expansão mundial dos psicodélicos, que pode aumentar o fluxo de turismo em regiões indígenas, o que sempre carrega complicações e riscos, especialmente durante uma pandemia.

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Esta semana na Comunidade: Dra. Nicole Galvão-Coelho

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Nesta semana a Comunidade Phaneros receberá mais uma convidada incrível! Desta vez será a Dra. Nicole Leite Galvão-Coelho, professora adjunta do Departamento de Fisiologia & Comportamento (UFRN), NICM Health Research Institute (Western Sydney University). A pesquisadora vem se dedicando ao estudo de tratamentos complementares (terapias corpo-mente) e alternativos (psicodélicos) para transtornos de humor, com foco no potencial antidepressivo da ayahuasca.

Autora de diversos artigos científicos, irá apresentar um pouco das suas pesquisas com ayahuasca, um tema cada vez mais relevante no Brasil e no mundo. Mais e mais pessoas têm buscado essa experiência, mais pacientes têm chegado ao consultório com esta demanda e a ciência tem evidenciado os benefícios da ayahuasca para a saúde mental.

A Comunidade Phaneros é um grupo de estudos com encontros semanais, onde os mais de 400 membros têm acesso a sessões com convidados especiais, filmes, livros e artigos ligados aos psicodélicos. 

Se você também se interessa pelo assunto e pretende ter acesso direto a pesquisadores de ponta, podendo interagir e fazer perguntas ao vivo, acompanhe a nossa página e aguarde o próximo período de inscrições!

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Governo americano vai financiar pesquisa com psicodélicos para tratar vício em cigarro

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Um nome importante da ciência psicodélica atual, o Dr. Matthew W. Johnson, professor de psiquiatria e ciências comportamentais da @hopkinsmedicine, anunciou ontem em seu twitter um acontecimento histórico: o governo federal americano decidiu financiar uma de suas pesquisas com psilocibina (o princípio ativo dos cogumelos mágicos) para tratar o vício em cigarros. Segundo o professor, é a primeira vez em mais de cinquenta anos, desde que os psicodélicos entraram para a lista de drogas ilegais, que um estudo clínico com um psicodélico clássico será patrocinado pelo governo americano.

O dinheiro vai vir do NIDA (National Institute on Drug Abuse, um instituto de pesquisa público que estuda o consumo de drogas com o objetivo de melhorar a saúde da população) e a investigação será feita em três centros de excelência dos EUA. Além da Johns Hopkins, que vai liderar o projeto, a pesquisa será conduzida também na Universidade de Nova York e na Universidade de Alabama em Birmingham.

O cenário é promissor. Estudos anteriores conduzidos pelo próprio Dr. Johnson na mesma universidade apontam que a psilocibina parece ser eficiente para diminuir o consumo de cigarro. Um deles, feito com 15 voluntários, apontou que 80% deles tinham largado o hábito seis meses depois da pesquisa – um feito muito maior do que o alcançado pelo medicamento mais eficiente em uso hoje em dia, que foi de 35%.

A discussão em torno do financiamento público da pesquisa com psicodélica não é de hoje. Nossos parceiros da @mapsnews, por exemplo, já defendem a ideia há anos. A ideia é que o dinheiro do estado sirva como uma forma de regular o desenvolvimento de novos medicamentos e terapias. Ele ajudaria a evitar, por exemplo, que novas empresas de biotecnologia, voltadas a ganhos financeiros, passem por cima de medidas de segurança durante os estudos, ou que sejam menos cautelosos em suas pesquisas, a fim de acelerar os processos e passar a lucrar com possíveis novos remédios.