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Uma ferramenta para reunir o conhecimento psicodélico

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O Porta Sophia é uma instituição filantrópica que nasceu com o intuito de virar uma potente ferramenta de pesquisa sobre os mais relevantes conteúdos dedicados aos psicodélicos na internet. Sua busca rastreia artigos científicos, patentes antigas, arquivos históricos, fóruns online, entre outras referências. A ideia principal é ajudar que registros de novas patentes psicodélicas levem em consideração o conhecimento prévio. 

“Porta Sophia” vem do grego e significa “porta para a sabedoria”. Segundo seus criadores, a iniciativa é especialmente importante, uma vez que o conhecimento sobre os psicodélicos muitas vezes pode estar em difícil acesso ou ter sofrido um apagamento histórico. A ferramenta busca conteúdo em domínio público online, focado em aplicações médicas, combinação de substâncias, formulações de drogas e compostos psicodélicos. O próximo passo do site é poder vasculhar também posts antigos de blogs espalhados pela internet.

O site também permite que os próprios especialistas e inventores possam abastecer seus arquivos. Para isso, basta preencher uma ficha e fazer o upload de informações, como conteúdos publicados originalmente em outros idiomas e que acabaram sendo traduzidos para o inglês, ou instruções de patentes já existentes, por exemplo. São necessários dados de autoria, títulos e URL, que serão depois avaliados por um time de especialistas do próprio Porta Sophia.

O objetivo final da iniciativa é se tornar um expoente, uma estrutura que proteja o domínio público, estimule a inovação e ajuda a impulsionar mais opções de tratamentos médicos baseados em psicodélicos evitando o abuso de patentes.

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Tratamentos psicodélicos são a esperança para tratar a dependência no Reino Unido

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A dependência química é um problema em todas as sociedades do mundo, mas, na Europa, ela é especialmente grave no Reino Unido. O Centre for Social Justice (uma organização sem fins lucrativos) chamou o país de “epicentro da dependência na Europa”. Por lá, quase 120 mil pessoas foram tratadas por abuso de substâncias entre 2019 e 2020, e estima-se que outras 500 mil com o mesmo problema sequer passem pelo sistema de saúde.

A taxa de sucesso das pessoas que recebem tratamento no Reino Unido também não é lá grandes coisas: mais da metade delas abandona os programas de reabilitação antes do final. As dificuldades estão na própria natureza dessas terapias, que podem se estender por anos, com períodos de internação intercalados por outros domiciliares. Não à toa, o governo britânico acaba gastando 36 milhões de libras esterlinas anualmente com a dependência (quase 300 milhões de reais). 

Por isso, novos tratamentos à base de psicodélicos vêm se tornando a grande esperança por lá. O Conservative Drug Policy Reform Group, uma organização assumidamente conservadora, que advoga por uma reforma das políticas de drogas britânicas, cita diversos estudos feitos ao redor do mundo com LSD, psilocibina e MDMA com resultados positivos para dependência química. O grupo também dá destaque para a pesquisa desenvolvida pelo diretor do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD, em 2014, que ressalta a eficácia da ibogaína (uma substância extraída da raiz de uma planta africana) para tratar a dependência em álcool, cannabis, cocaína e crack. 

O Conservative Drug Policy Reform Group acredita que as pesquisas com essas substâncias podem se provar revolucionárias para enfrentar o problema da dependência química – além de significar uma economia drástica para os cofres públicos. O que impede essa revolução, segundo eles, é a classificação dos psicodélicos como drogas ilegais. O caminho, então, é se basear em boa ciência e nos especialistas para uma reforma dessa classificação.

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Transferência e contratransferência na terapia com psicodélicos

 

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Um dos conceitos psicanalíticos fundamentais é o conceito de transferência, desenvolvido pelo criador da #psicanálise, Sigmund Freud. A #transferência é um processo pelo qual certos desejos e conteúdos inconscientes são depositados ou projetados em pessoas e relações, particularmente na relação entre terapeuta e cliente. Um exemplo é quando o paciente se sente frequentemente cobrado, ou interpreta uma fala do terapeuta como uma bronca, porque era assim que seu pai o tratava e existia nele um desejo inconsciente de enfrentá-lo.

Na enorme maioria das vezes, esse fenômeno tem a ver com padrões infantis inconscientes que se repetem e são vivenciados no presente com uma intensa carga emocional, muitas vezes impedindo que a pessoa perceba o que está ocorrendo. No entanto, dentro do consultório, essas generalizações permitem que os terapeutas vejam em tempo real uma amostra dos conflitos emocionais daquela pessoa. A contratransferência diz respeito aos afetos do #terapeuta em relação ao paciente, devido às suas próprias questões, se apresentando por exemplo como medo ou falta de empatia quando o paciente toca em um tema específico. Assim, o #manejo da transferência se torna uma ferramenta importante no #tratamento psicanalítico.

No trabalho clínico com psicodélicos a transferência fica ainda mais evidente, pois muitas vezes o paciente pode olhar para os terapeutas e realmente enxergá-los com feições semelhantes às dos pais, talvez com presenças incrivelmente sedutoras ou até mesmo sentir que o consultório se tornou alguma paisagem da infância. Da mesma forma, o paciente está em um estado de alta sensibilidade, e muitas vezes consegue captar sutilezas da contratransferência, percebendo quando o terapeuta eventualmente hesita por insegurança ou se fica impaciente em algum momento. Assim, a maturidade do processo pessoal dos terapeutas que irão conduzir este trabalho se torna ainda mais importante. 

A Psicoterapia Assistida por Psicodélicos não se restringe apenas a psicanalistas, mas certamente aqueles profissionais que compreendem bem a importância da transferência poderão se beneficiar muito deste conhecimento.

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Novo centro de pesquisa psicodélica da Universidade da Califórnia quer oferecer tratamentos ultra personalizados

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Depois da Universidade John Hopkins, de Harvard e do Imperial College de Londres, chegou a vez da Universidade da Califórnia, São Francisco, ter o seu próprio centro de estudo de psicodélicos, o Neuroscape Psychedelics Division. O anúncio foi feito nos últimos dias de março de 2021 e fortalece ainda mais o papel de destaque que essas substâncias estão ganhando no tratamento de transtornos mentais.

A instituição arrecadou US$ 6,4 milhões em doações privadas – cerca de 36 milhões de reais – para abrir as portas e desenvolver pesquisas de ponta, começando por um estudo em Fase 3 sobre o uso de MDMA para tratar estresse pós-traumático. (Os estudos de Fase 3 são a última etapa antes de um fármaco ser aprovado para comercialização.)

“Queremos desenvolver uma medicina experimental, baseada na neurociência. Já temos o primeiro tratamento médico com videogames aprovado pela Food and Drugs Administrations, por exemplo, e queremos estender essa abordagem também para os psicodélicos, para oferecer terapias mais personalizadas”, disse Adam Gazzaley, diretor executivo da Neuroscape, no anúncio oficial sobre o novo centro, que será liderado pelo britânico Robin Carhart-Harris.

Para os diretores do Neuroscape Psychedelics Division, as pesquisas psicodélicas poderiam estar sendo feitas com abordagens mais inovadoras e personalizadas, que foquem no contexto e nas experiências individuais de cada paciente – em vez de ficar apenas nos dados fisiológicos e neurais. Para isso, a ideia é desenvolver tratamentos em condições únicas para os participantes, o que poderia incluir músicas, luzes e aromas específicos, baseados nas condições psicológicas que eles apresentam antes, durante e depois das terapias.

“É uma iniciativa inovadora e promissora, que vai nos aproximar do momento em que as terapias psicodélicas poderão ser usadas para aliviar a crise global de saúde mental que estamos vivendo”, disse o escritor e jornalista Michael Pollan, autor de “Como Mudar a sua Mente”, no mesmo anúncio oficial. Agora é só acompanhar e torcer pela nova iniciativa.

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EUA terão primeiro mestrado dedicado ao uso terapêutico de psicoativos

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O instituto de ciências farmacêuticas da Universidade de Wisconsin–Madison inovou: vai ser a primeira instituição dos EUA a oferecer um programa de mestrado dedicado ao estudo dos usos terapêuticos de drogas psicoativas, o Master in Pharmaceutical Sciences: Psychoactive Pharmaceutical Investigation. 

O curso, inteiramente ministrado online, qualificará profissionais para desenvolver e administrar terapias psicodélicas, enteogênicas e baseadas em outras substâncias similares. “Esperamos que a nossa escola se torne líder mundial no fornecimento de experiências educativas de alta qualidade, para que nossos alunos possam atuar aplicando terapias, além de ajudar na regulamentação e no desenvolvimento de substâncias farmacêuticas psicoativas”, disse o diretor do departamento de farmacêutica, Steve Swanson, na declaração que anunciou a criação do programa.

Tamanha expectativa tem razão de existir. Estima-se que o setor de terapias psicodélicas cresça 20% ao ano pela próxima década e que movimente até US$ 100 bilhões em 2030. O mestrado da Universidade de Wisconsin–Madison promete ser inovador também em sua grade curricular, extremamente interdisciplinar. As disciplinas relacionarão química e cultura, fenomenologia e farmacocinética, filosofia e etnobotânica. A ideia é fornecer uma base robusta nas humanidades, que desenvolva o pensamento crítico – além do esperado conhecimento nas ciências naturais. 

“A renascença psicodélica está se expandindo para além das fronteiras da pesquisa acadêmica. Isso inclui a adoção de tratamentos por planos de saúde, a criação de oportunidades em setores governamentais e regulatórios, além de um imenso investimento vindo da indústria farmacêutica”, declarou Cody Wenthur, o diretor do novo programa de mestrado, na mesma nota de divulgação.

Para aqueles que ficaram interessados: as inscrições para o programa, com duração de dois anos, acontecerão anualmente até o dia 31 de julho ou 31 de outubro, para os semestres que começam no outono e na primavera do hemisfério norte, respectivamente. Haverá também bolsas de estudos para candidatos que vêm de grupos minoritários.

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O poder dos rituais comunitários

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Povos indígenas da região amazônica têm o chá do cipó ayahuasca. Os do México e dos EUA têm o cacto peiote. Já povos tradicionais da África do Sul e do Zimbábue, os Xhosa, usam a raiz de uma pequenina flor branca. Incontáveis são os registros de sociedades que descobriram – e consomem em contexto ritualístico – plantas com propriedades psicodélicas, as chamadas “plantas de poder”. 

Seus usos são milenares, de origens ainda incertas, e ajudaram a moldar as culturas nas quais estão inseridas. E só agora, depois de tanto tempo, ganharam o interesse da ciência ocidental, que tenta descobrir quais os benefícios de consumir psicodélicos nesses contextos comunitários.  

O artigo mais recente foi publicado na prestigiosa revista científica PNAS em março de 2021, no qual pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, estudaram os efeitos dos psicodélicos em 1200 voluntários que participaram de rituais e retiros de seis dias em festivais de música e arte nos EUA e no Reino Unido – contextos certamente bastante diferentes dos rituais chamados de “tradicionais”.

Os pesquisadores confirmam, mais uma vez, que o uso dessas substâncias em rituais coletivos pode ter impactos positivos na saúde mental e na sensação de pertencimento e conexão com os outros, além de aumentar o bom humor e propiciar experiências transformadoras. Os voluntários também relataram uma profunda transformação pessoal, além de alterações em seus valores morais.

Isso aponta para a possibilidade de psicodélicos serem usados como ferramentas para a reintegração de um mundo que se dilacera em radicalizações, sofrimento e isolamento social. Ainda assim, é preciso cuidado: muitas pessoas não devem usar essas substâncias, como aqueles com histórico de psicose, esquizofrenia e problemas cardiovasculares, entre outros. Além disso, é bom lembrar que essas substâncias são extremamente potentes e que seu consumo desenfreado pode trazer riscos – coisas que os povos originários, que os usam de forma controlada e supervisionada, já sabem há muito tempo.

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Cresce a automedicação com psicodélicos

 

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Nos últimos anos, pesquisas atrás de pesquisas vêm mostrando que o uso supervisionado de psicodélicos – como o LSD, o MDMA e a ayahuasca – pode ser eficaz para tratar transtornos mentais. Mas, apesar dos indícios científicos benéficos, essas substâncias continuam sendo proibidas na maior parte do mundo. Como resultado, cada vez mais pessoas têm recorrido ao mercado ilegal e à automedicação para lidar com seus problemas de saúde mental.

Pelo menos foi isso que apontou a maior enquete do mundo sobre o consumo de drogas, a  2020 Global Drug Survey, que ouviu 110 mil pessoas em todo o planeta. Nela, os participantes relatam de forma anônima seus hábitos de consumo de drogas. A pesquisa concluiu que quase 6% dos entrevistados estão tomando psicodélicos por conta própria para tratar principalmente depressão e ansiedade. Estresse pós-traumático, vício e luto vêm em seguida.

O estudo apontou que há muitos casos de pessoas recorrendo à microdosagem de LSD para aumentar o “bem-estar geral” – mas há também quem esteja ingerindo psicodélicos sob a supervisão de um amigo ou parceiro, simulando sem regulação ou treinamento profissional os tratamentos psicodélicos desenvolvidos em centros de pesquisa. Apenas 4% de quem está tomando os psicodélicos por conta própria relatou ter procurado algum serviço de ajuda emergencial nos últimos tempos.

“Descobrimos que existem muitas pessoas com condições médicas pré-existentes, para quem os tratamentos tradicionais não estão sendo suficientes ou atraentes”, concluíram os autores do estudo. Para eles, quanto mais demorar o acesso a tratamentos regulamentados e a clínicas profissionais, maior o risco de pessoas vulneráveis partirem para um consumo que possa fazer mal à saúde.

Uma forma de diminuir a distância entre a automedicação improvisada e o consumo com efeitos benéficos seria treinar profissionais da área da saúde para acompanhar esses pacientes. “Treinar psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais para sessões de apoio e integração poderiam diminuir os riscos”, disse a Dra. Monica Barratt, professora da Universidade RMIT, na Austrália, e coautora do estudo, em uma declaração oficial.

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Gestalt Terapia e psicodélicos

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A Gestalt Terapia é uma abordagem humanista da psicologia, adotada em todo o mundo. Ainda assim, poucos conhecem sua ligação próxima com o uso terapêutico de psicodélicos. Isso porque um dos principais sucessores de Fritz Perls, fundador da Gestalt Terapia, foi o psiquiatra chileno Claudio Naranjo. 

Naranjo é bastante conhecido por aqui pelo seu trabalho com o eneagrama, um modelo de tipologias de personalidade utilizado em caminhos de autoconhecimento e espiritualidade. O chileno contribuiu adicionando uma compreensão psicológica e psiquiátrica à técnica, enriquecendo bastante a ferramenta.

No entanto, ao longo de sua vida, Claudio Naranjo também se envolveu com o estudo dos psicodélicos, que influenciaram seu trabalho. Na década de 60, fez parte de um grupo seleto de terapia organizado por Leo Zeff, um psicólogo norteamericano pioneiro no uso de substâncias psicodélicas com objetivo terapêutico. Foi a partir desse contato com Zeff que Naranjo introduziu o uso de substâncias como a ibogaína, a principal molécula do arbusto africano Tabernanthe iboga, em alguns dos seus pacientes de psicoterapia.

O chileno chegou a realizar até mesmo uma expedição para a Amazônia em parceria com o grande etnobotânico Richard Evan Schultes, com o objetivo de aprofundar seu conhecimento sobre a ayahuasca diretamente com os indígenas que a utilizavam em seus rituais.

Claudio Naranjo desenvolveu trabalhos riquíssimos de grupo e percebeu o incrível potencial dos psicodélicos para mobilizar afetos, dissolver barreiras e gerar transformações na psique. Deixou um grande legado e uma linhagem de terapeutas que podem (re)encontrar uma ferramenta clínica muito poderosa na Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP). Mesmo profissionais que venham de outras abordagens, ou que não se interessam pelos atendimentos em grupo, podem descobrir na PAP e na obra de Naranjo aprendizados muitos valiosos.

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Uso de psicodélicos associado a menos casos de hipertensão?

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Muito se fala sobre o renascimento da medicina psicodélica e como esse tipo de substância pode ter efeitos positivos para pessoas com transtornos mentais. Estudos ao redor do mundo já mostraram que psicodélicos são eficazes para tratar estresse pós-traumático, depressão, dependência química e ansiedade, entre outros. Já pesquisas que apontam a relação dessas substâncias com a saúde física dos pacientes são menos propensas a ganhar manchetes científicas.

Ainda assim, uma dessas pesquisas foi divulgada recentemente, em um artigo publicado em março de 2021 na revista científica Hyperthension. Nela, pesquisadores do Imperial College London, na Inglaterra, usaram dados do censo dos EUA entre 2005 e 2014 para investigar uma possível correlação entre o uso de psicodélicos (em qualquer momento da vida) com a hipertensão. 

Os dados revelaram que havia menos casos de hipertensão entre pessoas que ingeriram psicodélicos pelo menos uma vez na vida, incluindo DMT, ayahuasca, LSD e psilocibina, que contêm triptaminas. O mesmo pôde ser verificado entre quem tomou mescalina, peyote ou o cacto San Pedro, que são à base de fenetilaminas. Ainda que os dois grupos de substâncias apontassem para a mesma direção, é interessante notar que a associação com menos hipertensão só foi estatisticamente significativa no caso das triptaminas. 

O artigo abre portas para que novos estudos sejam feitos investigando essa possibilidade, principalmente para aqueles que tentarem descobrir um elo causal entre psicodélicos e hipertensão. Por enquanto, a metodologia usada nesse estudo não permite que se estabeleça uma correlação entre os fatores, uma vez que diversos outros motivos poderiam explicar os níveis mais baixos de pressão sanguínea entre os usuários de psicoativos, especialmente sendo o achado relacionado a uso na vida, e é muito improvável que um ou poucos usos de qualquer droga levem a mudanças crônicas de pressão sanguínea.

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NYU abre centro de pesquisa em medicina psicodélica

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Chegou a hora da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês) ter o seu próprio centro de pesquisa dedicado à medicina psicodélica. Depois de angariar US$ 10 milhões em doações, o NYU Langone Center for Psychedelic Medicine vai abrir as portas. Metade desse dinheiro veio da empresa de biotech MindMed, que produz as substâncias.

Além de focar em psiquiatria, medicina e testes pré-clínicos, o novo instituto terá um programa de pesquisa em psicodélicos para acadêmicos em início de carreira, assim como para pós-doutores, que será incluída à NYU. “Se a medicina psicodélica continuar demonstrando seu grande potencial clínico, o volume de pesquisa na área seguirá explodindo. Vamos precisar de pesquisadores com experiência para conduzir os testes. Nosso centro ajudará a atender a essa necessidade”, disse Michael P. Bogenschutz, diretor do novo centro, em entrevista à revista Forbes, em fevereiro de 2021.

Mas o centro Langone não vai servir apenas a cientistas e acadêmicos. Terapeutas interessados em conduzir tratamentos para distúrbios mentais com a ajuda de psicodélicos poderão também ser treinados por lá.

A NYU não é novata no assunto. Atualmente, a universidade já abriga dois estudos em Fase 2 com psilocibina (substância extraída dos chamados cogumelos mágicos): um para tratar abuso de álcool, e outro para depressão. A pesquisa mais avançada está em um teste com MDMA para estresse pós-traumático, que já está em Fase 3.

O NYU Langone Center for Psychedelic Medicine é apenas mais um centro de estudos dedicado aos psicodélicos aberto nos últimos tempos. Em janeiro de 2021, foi a vez da faculdade de medicina Mount Sinai, também em Nova York, abrir um instituto. Lembrando que o Center for Psychedelic and Consciousness Research, da Universidade Johns Hopkins, que produz alguns dos mais importantes estudos sobre o assunto no mundo, tem apenas um ano de idade.

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