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Setembro amarelo e a urgência de novos tratamentos psiquiátricos

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(Aviso de gatilho: neste texto serão discutidos dados sobre suicídio.)

O mês de setembro já está quase chegando ao fim, mas ainda dá tempo de lembrar da importância da campanha organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, o Setembro Amarelo, pela prevenção ao suicídio. O suicídio é uma das principais causa de morte no mundo, e vitimiza todos os anos 700 mil pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, são quase 13 mil casos anualmente. 

Mas ele não afeta todas as pessoas da mesma forma. A OMS ressalta que, no mundo todo, três entre quatro pessoas que tiram a própria vida moram em países de renda baixa e média – ou seja, existe uma importante correlação com fatores sócio-econômicos, exposição à violência, instabilidade financeira, abuso de substâncias, entre outros. 

O problema se agrava principalmente nas pessoas mais vulneráveis da sociedade – resultantes de todas as intersecções possíveis. No Brasil, por exemplo, a taxa de suicídios é desproporcionalmente alta em comunidades indígenas: três vezes maior do que no resto da população. Outra minoria especialmente afetada são pessoas com deficiência. Um boletim do Ministério da Saúde mostrou que, entre 2011 e 2016, 25,5% das mulheres que tentaram suicídio, e 27,7% dos homens possuíam algum tipo de deficiência ou transtorno

Em todos os contextos, quase a totalidade das mortes (cerca de 98%) acontece em pessoas que sofrem de um ou mais transtornos mentais. Por isso, a discussão da prevenção ao suicídio passa invariavelmente pelos tratamentos psiquiátricos. Muitos dos remédios disponíveis atualmente são pouco eficientes para tratar pessoas com depressão grave, por exemplo. Nesse cenário, terapias psicodélicas seguras se tornam mais urgentes do que nunca. (O que não quer dizer, é claro, que os psicodélicos serão a cura mágica para esse imenso problema epidemiológico – diz apenas que não podemos nos dar ao luxo de dispensar um promissor caminho para novos tratamentos.)

Nos próximos meses, o Instituto Phaneros deverá lançar sua nova Formação em Pesquisa em Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. Fique ligado nas nossas redes para não perder mais informações!

Phaneros psicoterapia dor e cura

Encarar a dor é também uma forma de cura

Phaneros psicoterapia dor e curaNinguém gosta de sofrer, e isso faz com que muitos recorram à chamada “esquiva experiencial” para lidar com os desconfortos da vida. O termo foi popularizado a partir do trabalho de Steven Hayes, psicólogo americano, e se refere à evitação de sentimentos, pensamentos ou sensações subjetivas.

Existem inúmeros exemplos cotidianos para esse hábito – e é provável que você já tenha recorrido a ele em algum momento: esquiva comportamental é o que fazemos quando pulamos uma música que traz à tona memórias de uma adolescência difícil, por exemplo. A proposta da ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) é construir recursos internos para lidar com essas sensações.

Nas sessões de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP), é comum que os pacientes vivenciem situações dolorosas, das quais eles muitas vezes tentam fugir no dia-a-dia. É fundamental que os terapeutas forneçam todo o apoio nessa hora. O ato de encarar as dificuldades, inclusive, pode explicar por que mesmo experiências difíceis com psicodélicos podem trazer resultados terapêuticos, conforme apontam estudos científicos recentes.

A PAP não se restringe exclusivamente a uma única abordagem da psicologia. Quer saber mais? Então faça parte da nossa Comunidade!