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A importância da diversidade nos estudos com psicodélicos

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Poucos assuntos andam tão aquecidos no mundo da psiquiatria quanto as terapias psicodélicas. Há um aspecto nos estudos feitos com essas substâncias, porém, que ainda está deixando a desejar: o perfil etnográfico e social dos voluntários. 

Já é sabido há décadas que boa parte dos transtornos mentais – como dependência em álcool, estresse pós-traumático ou depressão – têm incidência maior entre grupos raciais e sociais minoritários, como populações pobres, negras e indígenas. Ainda assim, a maior parte dos participantes de estudos psicodélicos segue sendo branca. 

Essa distorção foi tema de um artigo publicado no site da Universidade Wisconsin-Madison. Para lidar com o problema, três pesquisadores da Universidade, Cody Wenthur, Paul Hutson e Olayinka Shiyanbola, estão liderando um projeto de pesquisa com o intuito de aumentar a representatividade em estudos clínicos. 

“À medida que drogas ainda consideradas ilegais, como os psicodélicos, estão entrando nos estudos clínicos, temos de reconhecer as dinâmicas sociais envolvidas no consumo de drogas e identificar que certos grupos demográficos passam por um escrutínio legal muito maior do que a maioria da população”, disse Cody Wenthur. Ele se refere, é claro, à perseguição, e encarceramento desproporcional de populações negras e periféricas, por exemplo. 

No Brasil, a situação é particularmente importante dada a alta prevalência de transtornos entre indígenas, de onde grande parte do conhecimento sobre plantas, como a ayahuasca se origina. Essas sociedades, porém, não vêm sendo incluídas nos estudos feitos em universidades brasileiras.

No Instituto Phaneros estamos começando a desenhar nossas estratégias de acessibilidade e justiça social para contribuir com soluções a estas questões.

Leia o artigo completo em https://bit.ly/PHANEROS-A333

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Em votação histórica, Colorado legaliza os cogumelos mágicos

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Por uma margem de votos apertadíssima, o estado norte-americano do Colorado decidiu legalizar o consumo dos chamados cogumelos mágicos e de seu princípio ativo, a psilocibina, nas eleições de meio de mandato realizadas em 8 de novembro de 2022. Com 51% dos votos, a população aprovou uma proposta de lei que autoriza pessoas acima de 21 anos a cultivar, consumir e compartilhar os cogumelos. A mesma emenda também autoriza a criação de “centros de tratamento”, instituições regulamentadas pelo estado nas quais a população poderá ingerir psilocibina para tratar questões de saúde mental. Ao contrário da maconha, que já foi legalizada no estado há uma década, a psilocibina não poderá ser comercializada em lojas comuns.

“Os eleitores do Colorado identificaram os benefícios do acesso controlado a remédios naturais, incluindo a psilocibina, para ajudar a curar pessoas com estresse pós-traumático, doenças terminais, depressão, ansiedade e outras questões de saúde mental”, disseram Kevin Matthews e Veronica Lightening Horse Perez, autores da proposta.

A campanha pela legalização da substância recebeu US$ 4,5 milhões da Natural Medicine Colorado, uma instituição que luta pelo acesso legal a espécies de plantas e fungos que foram criminalizadas. A oposição à emenda foi feita por uma associação chamada “Proteja as Crianças do Colorado” (Protect Colorado’s Kids) e arrecadou apenas US$ 51 mil.

A emenda, chamada de Proposition 122, também vai possibilitar que os centros de tratamento passem a oferecer outros tipos de psicodélicos a partir de 2026: a ibogaína, a mescalina e o DMT. A expectativa é que os primeiros centros possam começar a funcionar em 2024. 

Algumas dúvidas em relação ao porte de psilocibina, porém, continuam. Não se sabe, por exemplo, qual vai ser a quantidade máxima de cogumelos que uma pessoa poderá portar ou distribuir, o que deve ficar a critério das cortes judiciais. Isso pode abrir margem para futuras (e longas) discussões, como as que ocorreram no Oregon, o primeiro estado a legalizar os cogumelos nos EUA em 2020, e que levou dois anos para definir os detalhes de regulamentação.

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As próximas semanas da FoPAP: experiências em primeira mão

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O começo de julho será emocionante para os alunos da primeira Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP). Chegou a hora de conviverem presencialmente e aprofundarem as trocas e experiências em primeira mão durante um retiro, na cidade de Areias, no interior de São Paulo. Para isso, a turma será dividida em dois grupos, um que participará da semana de 4 a 8 de julho, e outro de 11 a 15 de julho.

Para o retiro, estão programadas trocas e conversas entre os terapeutas em treinamento, além de oportunidades de vivenciar pessoalmente estados não-ordinários de consciência. Os alunos farão sessões de respiração holotrópica, uma técnica desenvolvida nos anos 1980 pelo psiquiatra tcheco Stanislav Grof. Por meio de músicas evocativas e hiperventilação, o método permite que a pessoa experiencie estados parecidos com os causados por psicodélicos, com memórias vívidas, resolução de problemas emocionais e vivências de dimensão espiritual. 

Os terapeutas em treinamento irão passar pelos estados não-ordinários de consciência em grupos: enquanto uns fazem a respiração holotrópica, outros estarão acompanhando e cuidando dos colegas em duplas – e vice-versa. Os alunos serão acompanhados por facilitadores certificados na técnica e alguns auxiliares em formação.

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

 

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Esta semana na FoPAP: hora de olhar para os casos clínicos

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A primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) do Instituto Phaneros segue com a sua missão de se familiarizar com a rotina e as boas práticas das sessões de psicoterapia assistida por psicodélicos. Nesta terça-feira, daremos início ao segundo módulo de discussão de casos clínicos, que será composto por três encontros.

No dia 26 de maio, o grupo irá discutir algumas situações desafiadoras que podem ocorrer nos protocolos de tratamento da depressão com psilocibina (o princípio ativo dos cogumelos mágicos). Para isso, contaremos novamente com a presença de Jordan Sloshower, psiquiatra da Universidade de Yale, e Malynn Utzinger, médica – ambos associados ao centro de pesquisa psicodélica Usona Institute, cujo manual terapêutico foi estudado nos encontros anteriores. Em vez de assistir a vídeos de gravações de sessões, os alunos irão debater casos e situações reais testemunhados e narrados por Jordan e Malynn em seus trabalhos prévios. 

A discussão de casos clínicos é uma forma eficaz para que terapeutas em treinamento possam aumentar seu repertório a respeito de situações delicadas, que possam precisar de uma atenção especial ou de um manejo específico durante as sessões psicodélicas. A ideia é que, quando eles mesmos venham a encontrar casos parecidos, se sintam mais amparados e preparados para lidar com os pacientes. 

É comum que pessoas em tratamentos psicodélicos revivam momentos marcantes, dolorosos ou até mesmo traumatizantes de suas vidas. As reações a essas memórias, portanto, tendem a ser imprevisíveis e precisam ser manejadas caso a caso, paciente por paciente. Quanto mais expostos à variedade de experiências um terapeuta for, mais qualificado ele será também para atender.

A discussão e o contato com casos clínicos é um dos eixos centrais dos 18 meses de duração da FoPAP, que visa formar profissionais aptos a acompanhar estudos clínicos com psicodélicos aqui no Brasil. O debate desta semana será mediado pelo presidente e o diretor do Instituto Phaneros – Eduardo Schenberg, PhD, e Thales Caldonazo, diretor do Instituto.

 

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Esta semana na FoPAP: Joanna Simundic e Jordan Sloshower

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Esta semana, mais dois especialistas internacionais vão dar as caras – e compartilhar suas experiências – com os alunos da primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP). É o médico Jordan Sloshower, da Universidade de Yale e associado ao centro de pesquisa psicodélica Usona Institute; e a terapeuta Joanna Simundic, que colabora com a @mapsnews. 

A objetivo do encontro é poder comparar os manuais de ética e boas práticas das duas instituições. Jordan tem vasta experiência em pesquisa com psilocibina para tratar casos de depressão e Joanna participou dos testes clínicos em Fase 3 concluídos no ano passado com MDMA para pacientes com estresse pós-traumático. 

Ambos os manuais – o do Usona e o da MAPS – discorrem sobre os princípios essenciais para uma sessão responsável de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP). Isso inclui o papel dos terapeutas, práticas que devem ser feitas e aquelas a serem evitadas, a diferença entre esse tipo de tratamento e os métodos tradicionais de psicoterapia e a delicadeza e o jogo de cintura necessários para acompanhar pacientes sob efeitos de psicodélicos. Desde os últimos encontros, os alunos da FoPAP já vêm lendo os dois manuais e a ideia é que eles possam colaborar com Jordan e Joanna.

O objetivo do encontro é poder reconhecer as similaridades e também as diferenças dos dois manuais, contemplando as experiências distintas que as substâncias podem causar nos pacientes. De que maneira também se difere o tratamento para transtornos tão diferentes quanto a depressão e o estresse pós-traumático? Quem vai fazer a mediação do debate será o presidente do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD.

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Manifestantes são presos em protesto a favor da psilocibina para pacientes terminais

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Já contamos aqui o caso dos pacientes terminais nos EUA que estão processando o Ministério da Justiça e o Drug Enforcement Administration (DEA), o órgão que combate o tráfico de drogas por lá, pelo direito de ingerir psilocibina na fase final de suas vidas. Juntamente com seus médicos, duas mulheres esperam poder ingerir legalmente o princípio ativo dos chamados cogumelos mágicos para ajudar a aliviar a ansiedade e a depressão que costumam vir junto com uma doença incurável. O DEA, no entanto, recusou a demanda.

No começo de maio de 2022, as pacientes, juntamente com um grupo de ativistas, resolveram dar mais um passo rumo às suas reivindicações. Para isso, organizaram um protesto na frente da sede do DEA. Os ativistas soltaram bombas de fumaça colorida, colaram cartazes e escreveram mensagens de protestos nos muros e janelas e tiraram as bandeiras de sinalização do edifício. Como era esperado, a polícia foi chamada.

As autoridades não detiveram os manifestantes imediatamente. Em vez disso, tentaram negociar com oficiais do DEA uma possível negociação com os ativistas, o que também foi negado. Depois de um debate de horas, a polícia acabou algemando e prendendo 16 ativistas.

Kathryn Tucker, a advogada de Erinn Baldeschwiler, uma das pacientes terminais que estão processando o DEA, também estava no protesto. “Estamos aqui para exigir que o DEA abra um caminho para o acesso. Nenhum paciente terminal deveria sofrer de ansiedade e depressão debilitantes, quando existem alternativas para isso”, disse ela ao portal Marijuana Moments. “É incompreensível que alguém possa negar esse tipo de alívio para um paciente que está morrendo.”

Outro manifestante presente era David Bronner, CEO de uma marca de cosméticos naturais, a Dr. Bronner’s Magic Soaps, e notório ativista pela legalização das drogas. “Não estamos aqui pedindo pela compaixão do DEA, estamos exigindo que sigam precedentes legais”, disse.

Atualmente, diversos estados americanos estão flexibilizando suas regulamentações em relação aos psicodélicos.

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Como foi o consumo de psicodélicos no início da pandemia?

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Logo nos primeiros meses do surgimento da Covid-19, quando o mundo ainda não sabia o que esperar dessa nova e perigosa doença, um grupo de cientistas baseado na Alemanha resolveu investigar como andava o consumo de psicodélicos durante esse período. Liderados pelos pesquisadores Ricarda Evans e Simon Reiche, das Universidades Livre e Humboldt de Berlim, os cientistas dispararam um questionário online que foi respondido por mais de 5 mil pessoas, com perguntas sobre consumo de substâncias e estado mental. 

O questionário foi respondido entre abril e agosto de 2020, e as perguntas estavam disponíveis em cinco idiomas: alemão, inglês, espanhol, italiano e coreano. Dos 5049 participantes, 1375 disseram ter usado psicodélicos em 2019 ou 2020. Destes, 46% contaram ter ingerido as substâncias também durante a pandemia. 

Como era de se esperar, o contexto para a ingestão dessas drogas mudou drasticamente antes e depois da Covid-19. Se antes as pessoas usavam psicodélicos por curiosidade, para celebrar ou por que seus amigos também estavam usando, depois da pandemia, a ingestão por tédio se tornou muito mais comum. Isso se deve, é claro, às medidas de restrição de contato e circulação que, especialmente na Alemanha, foram bastante significativas durante os primeiros meses de contágio.

As experiências, por sua vez, foram majoritariamente positivas, mesmo em um ambiente assustador como uma pandemia. De fato, houve um aumento de relatos positivos. Um terço dos usuários disse ter sentido mais amor e compaixão com si mesmos e com os outros, maior solidariedade com o mundo e muitos insights profundos. As duas substâncias mais ingeridas foram o LSD e a psilocibina. 

Para concluir, dois terços dos voluntários disseram que os psicodélicos os ajudaram a lidar melhor com o medo da pandemia. Não é a primeira vez que estudos mostram que essas substâncias ajudam a encarar situações difíceis – como o fim da vida, doenças terminais, traumas – com mais leveza. 

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Esta semana na FoPAP: trilhas terapêuticas

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Esta semana, a turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) vai encerrar a atividade iniciada há duas semanas: a criação de uma playlist para acompanhar uma sessão de Psicoterapia Assistida por psicodélicos. 

Na aula desta quinta-feira, 31/03, Eduardo Schenberg, PhD, neurocientista, e Thales Caldonazo, físico e psicólogo, vão supervisionar o processo de feedback e ajustes das listas criadas pelos alunos. No encontro passado, cada participante recebeu a playlist de 3 colegas e passou a semana avaliando anonimamente o trabalho dos outros. É com base nesse feedback que a turma chegará às 50 playlists finais. A ideia é que cada participante termine o módulo de música com uma programação musical de 7 horas.

Saber calibrar a ordem e o clima das músicas para que conversem com o desenrolar da experiência psicodélica é o desafio encontrado na hora de desenvolver as playlists. A música é parte crucial de uma sessão de PAP – tanto que alguns especialistas a chamam de “o terapeuta oculto” da ciência psicodélica. A trilha sonora pode influenciar o clima da experiência, estimular memórias nos pacientes e até mesmo ter impactos sobre a eficácia dos tratamentos. 

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 a 24 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Esta semana na Comunidade Phaneros: o documentário Crazywise

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Preparamos mais um encontro especial para os membros da Comunidade Phaneros 2022. Esta semana assistiremos e debateremos os assuntos trazidos pelo documentário Crazywise, de 2017, dirigido por Phil Borges e Kevin Tomlinson.

O longa-metragem foca em uma discussão importante no campo da saúde mental: o que significa, afinal, ter uma mente que funciona de maneira fora do convencional? Nas sociedades ocidentais, é comum que pessoas com cérebros que apresentam certas características específicas, fora do padrão esperado, acabem caindo nas categorias dos chamados “transtornos mentais”, como depressivos, ansiosos, traumatizados etc. 

Isso, porém, não é verdade em todas as culturas. Em muitas sociedades, surtos psicóticos, por exemplo, são vistos como um portal de entrada para saberes xamânicos. É comum que pessoas que relatam ter visões ou que ouvem vozes sejam consideradas líderes espirituais, pela capacidade de detectar informações que não necessariamente estão evidentes. Será que esse conhecimento deve ser completamente descartado?

Os diretores de Crazywise focam no caso de dois jovens americanos diagnosticados com “doenças mentais”. Adam, de 27 anos, sofre dos efeitos colaterais da ingestão exagerada de remédios. Já Ekhaya, de 32 anos, passa por algumas tentativas de suicídio antes do treinamento espiritual para se tornar uma curandeira tradicional sul-africana. Será que existe uma maneira única de lidar com os desafios da mente?

É essa uma das questões que iremos debater nesta terça-feira na Comunidade. A conversa com os membros promete levantar questionamentos interessantes. Ao todo, serão 35 encontros semanais ao longo de 2022, liderados por Eduardo Schenberg, PhD em neurociência, e Thales Caldonazo, físico e psicólogo, e com visitas de alguns dos maiores especialistas do assunto no Brasil e no mundo.

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University College London e Instituto Phaneros: além da neuroimagem

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O encontro do presidente do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD, com representantes da universidade britânica UCL (University College London) foi frutífero. Eduardo foi à capital inglesa na semana passada para acertar os detalhes do projeto de pesquisa sendo elaborado pelas duas instituições – e voltou de lá cheio de novidades.

A principal delas diz respeito ao foco do estudo: as pesquisas em neuroimagem para observar os efeitos da psicoterapia assistida por psicodélicos (PAP) sobre o cérebro humano. Para além das imagens, Eduardo e seus colegas pretendem também estender o escopo metodológico, possivelmente incluindo análises de áudio e vídeo. A ideia é observar o discurso dos pacientes durante as experiências. Isso inclui, por exemplo, analisar os tipos de palavras utilizadas, a maneira como estruturam suas sentenças, o tom e as emoções contidas na voz. 

Outra novidade sendo debatida é a possibilidade de incluir modernos aplicativos de acompanhamento de longo prazo para os voluntários. Esse tipo de ferramenta é útil para compilar dados de comportamento, humor e emoções dos participantes por meses após as sessões de psicoterapia. O importante é que esses aplicativos – que já são usados pela UCL em outras pesquisas – garantam a confidencialidade dos dados e dos pacientes por meio de criptografia avançada.

Para que seja feita a coleta da neuroimagem no Brasil, o Instituto Phaneros também está em negociações avançadas com um importante centro de pesquisa brasileiro, com o qual também será organizado um evento conjunto, possivelmente em junho, com as verbas já concedidas pelo Global Engagement Fund da UCL.

O UNITy-Project (ou Understanding Neuroplasticity Induced by Tryptamines) da UCL anunciou a parceria com o Phaneros em 26 de janeiro de 2022 com destaque para o trabalho do Instituto e, em especial, para a carreira de Eduardo. “Eduardo Schenberg traçou um caminho acadêmico sólido na interface entre psicologia, psiquiatria e neurociências. Agora é trabalhar para a nova proposta de financiamento cobrir os vários custos destes estudos!