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Esta semana na comunidade: Sandplay na integração

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Os encontros da Comunidade Phaneros 2022 seguem a todo vapor. Esta semana, daremos início a um eixo central do grupo de estudo: a compreensão e o estudo de diferentes linhas terapêuticas e suas potenciais colaborações para a terapia psicodélica. O foco da aula desta terça-feira, dia 6 de maio, é a técnica conhecida por Sandplay. Para isso, o Instituto Phaneros convidou uma de suas alunas da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP), Mercedes Elena Gutiérrez Ávila, especialista na técnica.

Baseado nos conceitos teóricos do psicanalista austríaco Carl Gustav Jung, o Sandplay é uma técnica não-verbal para facilitar o acesso ao inconsciente do paciente. Com a ajuda de uma caixa de areia, o paciente pode manipular seu conteúdo, desenhar sobre ele, molhá-lo, manuseá-lo e até acrescentar objetos em miniatura de sua escolha. A análise então é feita sobre a imagem criada ao final, uma vez que, de acordo com Jung, nosso inconsciente é permeado por símbolos, que podem vir à tona por meio desse exercício. 

O Sandplay pode ser interessante, por exemplo, para quem tem dificuldade em se expressar por meio de palavras – por isso, é usado com frequência também nas terapias com crianças. Seu efeito é frequentemente tranquilizador e relaxante, conduzindo a um estado contemplativo, o que também é uma vantagem para pessoas passando por situações de estresse ou com problemas de impulsividade.

O encontro faz parte do bloco de estudos chamado “Psicoterapia, Preparação e Integração” da Comunidade, no qual se espera que os membros entrem em contato com as práticas terapêuticas mais estabelecidas e comecem a se aprofundar na interação entre psicodélicos e psicoterapia. Para esse fim, a troca com profissionais que já atuam na área e que têm vivências clínicas se torna um elemento de aprendizagem importante.

Ao longo do ano, a Comunidade oferecerá 35 encontros, sempre às terças-feiras, com visitas de alguns dos maiores especialistas do assunto no Brasil e no mundo. Neles, serão discutidos artigos científicos, filmes, livros e documentários sobre o universo dos psicodélicos e suas aplicações para a saúde mental.

 

Comunidade Phaneros

Esta semana na Comunidade: uma conversa com Franklin King

Comunidade Phaneros

Para o encontro desta semana na Comunidade Phaneros 2022, o Instituto facilitou a presença de mais um convidado internacional: o médico Franklin King, psiquiatra no Massachusetts General Hospital @massgeneral, e instrutor em psiquiatria na Harvard Medical School @harvardmed.

O Dr. King atua como Diretor de Educação e Treinamento no Centro de Neurociência de Psicodélicos de Harvard, no qual está envolvido em projetos de extensão em educação em psicodélicos e psicoterapias assistidas por psicodélicos (PAPs) para grupos de médicos e residentes. Além disso, participa de um projeto de pesquisa em Psicoterapia Assistida por MDMA para o tratamento de transtorno do estresse pós-traumático em veteranos de guerra, e atua como co-investigador em um estudo envolvendo Psicoterapia Assistida por psilocibina, que em breve será iniciado no Massachusetts General Hospital. 

Ele é mais um dos especialistas formados pelo treinamento em PAP dos nossos colaboradores da @mapsnews. Franklin conheceu o presidente do Instituto Phaneros, o neurocientista Eduardo Schenberg, pessoalmente em fevereiro de 2022, em um encontro em Cambridge, na Inglaterra, para discutir possíveis parcerias.

O encontro faz parte do bloco de estudos chamado “Psicoterapia, Preparação e Integração” da Comunidade, no qual se espera que os membros entrem em contato com as práticas terapêuticas mais estabelecidas e comecem a se aprofundar na interação entre psicodélicos e psicoterapia. Para esse fim, a troca com profissionais que já atuam na área e que têm vivências clínicas se torna um elemento de aprendizagem importante.

Ao longo do ano todo, os participantes irão se familiarizar ainda mais com os cenários da pesquisa psicodélica. Ao todo, serão 35 encontros em 2022, sempre às terças-feiras, com visitas de alguns dos maiores especialistas do assunto no Brasil e no mundo. Neles, serão discutidos artigos científicos, filmes, livros e documentários sobre o universo dos psicodélicos e suas aplicações para a saúde mental.

 

Instituto Phaneros.

Esta semana na FoPAP: o manual de psicoterapia assistida por MDMA

Instituto Phaneros.

Esta semana, os participantes da primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) vão dar início a uma parte crucial de seus estudos: a leitura de manuais terapêuticos elaborados por centro de pesquisa psicodélica, que orientam a melhores práticas éticas e procedimentais para atender pacientes. A iniciação no tema se dará pela leitura do manual dos nossos colaboradores da @mapsnews, um dos mais respeitados centros de pesquisa do mundo.

Para isso, o encontro desta quinta-feira contará com a participação de dois convidados mais do que especiais: o casal Michael e Annie Mithoefer, que lideraram os estudos clínicos em Fase 2 publicados no passado com MDMA para tratar casos graves de transtorno pós-traumático e lideraram a elaboração do manual terapêutico. Com a experiência de quem acompanhou pacientes e pôde testemunhar o seu avanço (o estudo da MAPS concluiu que o MDMA foi eficaz para dois terços dos voluntários), Michael e Annie vão trocar impressões e aprendizagens com os alunos da FoPAP.

A ideia é que os convidados possam abordar alguns dos aspectos mais importantes de uma sessão de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP): os princípios essenciais, o papel dos terapeutas, o que fazer e o que evitar, a diferença entre esse tipo de tratamento e os métodos tradicionais de psicoterapia, as nuances de acompanhar pacientes sob efeitos de psicodélicos e os detalhes que podem parecer desimportantes, mas que não devem passar despercebidos aos olhos dos terapeutas. A aula será acompanhada por Eduardo Schenberg, presidente do Instituto Phaneros.

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

Phaneros

O treinamento que os terapeutas brasileiros irão fazer nos EUA com a MAPS, parceira do Phaneros

Phaneros

A partir da parceria estabelecida entre o Instituto Phaneros e o centro de pesquisa psicodélica norte-americano @mapsnews, seis brasileiros estiveram semana passada nos EUA para participar do “MDMA Therapy Training Program” (Programa de Treinamento em Terapia com MDMA), da instituição.

O treinamento foi criado pela MAPS em 2012 e, desde então, já formou quase 2 mil profissionais. Com a duração de uma semana, ele aborda o histórico das terapias psicodélicas e dos estados alterados de consciência. Seu foco, no entanto, está na prática terapêutica: o processo, a ambientação, a segurança e as dinâmicas entre cuidadores e pacientes. Em 2021, a MAPS publicou um estudo clínico Fase 3 que mostrou que o MDMA pode ser eficaz em tratar pacientes com estresse pós-traumático grave com grande sucesso em até 67% dos casos, um feito considerado pela revista Science um dos maiores avanços da ciência no mundo em 2021.

O programa inclui aulas expositivas, apresentação de casos clínicos, role play e atividades para a autorreflexão. As aulas são facilitadas por treinadores da instituição, que estimulam a discussão e os processos de aprendizagem. Na edição deste mês, chama a atenção o aumento na diversidade do grupo de alunos – algo que costuma ser criticado nas terapias psicodélicas. Há mais participantes latinos, negros e asiáticos na turma, por exemplo. 

A ideia é que a nova turma possa se tornar em breve supervisora de outros facilitadores especializados em Psicoterapias Assistidas por Psicodélicos (PAPs) no Brasil, especialmente dos 50 participantes da primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP), do Instituto Phaneros, que teve início em fevereiro deste ano. 

Este é o segundo grupo de brasileiros que participa da atividade por meio da parceria entre o Phaneros e a MAPS. Este ano, fazem parte do grupo o diretor do Instituto Phaneros, Thales Caldonazo, a médica Fátima Caldas @fatima_caldas, Ana Paula Caldas, as psicólogas Paula Azem @paulac.azem_psi e Paula Siqueira @ayuremah e o médico Ronaldo Azem @azem.ronaldo.

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Esta semana na FoPAP: hora de assistir aos casos clínicos

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A primeira turma da nossa Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) segue se aprofundando no mundo da terapia com psicodélicos. Esta semana, os alunos terão a oportunidade de entrar em contato com casos clínicos reais de pesquisas legalmente conduzidas em sessões de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP) no Brasil.

No encontro desta quinta-feira, 7 de abril, a turma irá assistir a uma versão condensada das sessões de PAP feitas aqui no Brasil com dois pacientes vítimas de abusos sexuais na infância, depois tratadas com psicoterapia assistida por MDMA. As gravações fazem parte do estudo clínico realizado pelo Instituto Phaneros em 2018, cujos resultados foram publicados na Revista Brasileira de Psiquiatria em 2020 e renderam também um editorial na mesma revista sobre os psicodélicos na psiquiatria. Cada paciente passa por 40 horas de terapia, por isso a necessidade de editar os vídeos, que também poderão ser acessados pelos alunos na íntegra depois Para garantir a confidencialidade, todo o material será disponibilizado unicamente em ambiente virtual seguro, com acesso restritro e controlado.

Será a primeira vez que a turma terá a oportunidade de assistir a estudos psicodélicos reais – um universo cheio de particularidades e protocolos rigorosos de atendimento. A ideia é que os alunos possam observar todos os aspectos da experiência: o ambiente, a música, os procedimentos, possíveis reações, e o trabalho dos profissionais. A aula dessa semana será conduzida pelo presidente do Instituto Phaneros, e pesquisador principal do estudo de 2018, Eduardo Schenberg.

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Como foi o consumo de psicodélicos no início da pandemia?

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Logo nos primeiros meses do surgimento da Covid-19, quando o mundo ainda não sabia o que esperar dessa nova e perigosa doença, um grupo de cientistas baseado na Alemanha resolveu investigar como andava o consumo de psicodélicos durante esse período. Liderados pelos pesquisadores Ricarda Evans e Simon Reiche, das Universidades Livre e Humboldt de Berlim, os cientistas dispararam um questionário online que foi respondido por mais de 5 mil pessoas, com perguntas sobre consumo de substâncias e estado mental. 

O questionário foi respondido entre abril e agosto de 2020, e as perguntas estavam disponíveis em cinco idiomas: alemão, inglês, espanhol, italiano e coreano. Dos 5049 participantes, 1375 disseram ter usado psicodélicos em 2019 ou 2020. Destes, 46% contaram ter ingerido as substâncias também durante a pandemia. 

Como era de se esperar, o contexto para a ingestão dessas drogas mudou drasticamente antes e depois da Covid-19. Se antes as pessoas usavam psicodélicos por curiosidade, para celebrar ou por que seus amigos também estavam usando, depois da pandemia, a ingestão por tédio se tornou muito mais comum. Isso se deve, é claro, às medidas de restrição de contato e circulação que, especialmente na Alemanha, foram bastante significativas durante os primeiros meses de contágio.

As experiências, por sua vez, foram majoritariamente positivas, mesmo em um ambiente assustador como uma pandemia. De fato, houve um aumento de relatos positivos. Um terço dos usuários disse ter sentido mais amor e compaixão com si mesmos e com os outros, maior solidariedade com o mundo e muitos insights profundos. As duas substâncias mais ingeridas foram o LSD e a psilocibina. 

Para concluir, dois terços dos voluntários disseram que os psicodélicos os ajudaram a lidar melhor com o medo da pandemia. Não é a primeira vez que estudos mostram que essas substâncias ajudam a encarar situações difíceis – como o fim da vida, doenças terminais, traumas – com mais leveza. 

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Esta semana na Comunidade: onde se faz pesquisa psicodélica?

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A nossa Comunidade Phaneros 2022 segue com tudo! Depois do encontro da semana passada, focado em debater o documentário “Crazywise” (2017), desta vez o grupo irá se dedicar a entender o panorama global das pesquisas psicodélicas na atualidade.

O papo será liderado pelo presidente do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD em neurociência. Com uma vasta carreira nacional e internacional, Eduardo vai apresentar os principais centros de pesquisa psicodélica em atividade no mundo, alguns dos quais já visitou pessoalmente. A ideia é traçar um perfil das instituições: o que fazem, onde ficam, há quanto tempo atuam, no que se especializam, como trabalham, quais são suas abordagens. Entender esse cenário é essencial para qualquer pessoa que queira se familiarizar e aprofundar no conceito de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP). 

Alguns desses centros de pesquisa já são velhos conhecidos das nossas redes. O destaque vai para a @mapsnews, um dos mais antigos e consolidados centros do mundo, responsável pela condução do estudo em Fase 3 de MDMA para tratar estresse pós-traumático, que foi considerado pela revista Science um dos grandes avanços científicos de 2021. Outro que merece destaque é o grupo do Imperial College London, onde Eduardo trabalhou um ano e lidera pesquisas de neuroimagem. 

A conversa com os membros da Comunidade promete ser apenas uma introdução ao assunto. Ao longo do ano todo, os participantes irão se familiarizar ainda mais com os cenários da pesquisa psicodélica. Ao todo, serão 35 encontros em 2022, sempre às terças-feiras, com visitas de alguns dos maiores especialistas do assunto no Brasil e no mundo. Neles, serão discutidos artigos científicos, filmes, livros e documentários sobre o universo dos psicodélicos e suas aplicações para a saúde mental.

 

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Os brasileiros que irão se especializar em terapias com MDMA

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Desembarca esta semana nos EUA o segundo grupo de terapeutas que terá a oportunidade de participar do curso de formação de terapeutas especializados em Psicoterapia Assistida por Psicodélicos nos nossos parceiros da @mapsnews. No total, serão seis terapeutas brasileiros que irão concluir o “MDMA Therapy Training Program” (Programa de Treinamento em Terapia com MDMA) – entre eles, o diretor do Instituto Phaneros Thales Caldonazo, e outros cinco parceiros de notória experiência terapêutica.

Este é o segundo grupo de brasileiros que irá participar da atividade por meio da parceria estabelecida entre o Phaneros e a MAPS. A primeira leva aconteceu ainda em 2016, com a participação do presidente e principal investigador do Instituto, Eduardo Schenberg, PhD @ee_schenberg; o casal de terapeutas @doravjardim1 e @aljardim; e o médico @brc61. Este ano, fazem parte do time as médicas @fatima_caldas e @anapaulacaldas77, as psicólogas @paulac.azem_psi e @ayuremah e o médico @azem.ronaldo. 

Foi a partir dessa aproximação inicial que o Phaneros pôde dar prosseguimento ao seu próprio estudo clínico focado em tratar traumas com MDMA. Em 2017, foi concluída a importação da substância com anuência da ANVISA, e os primeiros pacientes receberam atendimento em 2018. Os resultados da pesquisa foram publicados na Revista Brasileira de Psiquiatria em 2020 e renderam também um editorial na mesma revista sobre os psicodélicos na psiquiatria.

A ideia é que a nova turma se torne supervisores de outros facilitadores especializados em PAP no Brasil, especialmente dos 50 participantes da primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP), do Instituto Phaneros, que teve início em fevereiro deste ano. 

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Esta semana na FoPAP: trilhas terapêuticas

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Esta semana, a turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) vai encerrar a atividade iniciada há duas semanas: a criação de uma playlist para acompanhar uma sessão de Psicoterapia Assistida por psicodélicos. 

Na aula desta quinta-feira, 31/03, Eduardo Schenberg, PhD, neurocientista, e Thales Caldonazo, físico e psicólogo, vão supervisionar o processo de feedback e ajustes das listas criadas pelos alunos. No encontro passado, cada participante recebeu a playlist de 3 colegas e passou a semana avaliando anonimamente o trabalho dos outros. É com base nesse feedback que a turma chegará às 50 playlists finais. A ideia é que cada participante termine o módulo de música com uma programação musical de 7 horas.

Saber calibrar a ordem e o clima das músicas para que conversem com o desenrolar da experiência psicodélica é o desafio encontrado na hora de desenvolver as playlists. A música é parte crucial de uma sessão de PAP – tanto que alguns especialistas a chamam de “o terapeuta oculto” da ciência psicodélica. A trilha sonora pode influenciar o clima da experiência, estimular memórias nos pacientes e até mesmo ter impactos sobre a eficácia dos tratamentos. 

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 a 24 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Quais são os limites éticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos?

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Você já cansou de saber que cada vez mais estudos sérios – que seguem os mais rigorosos métodos científicos e são regulados pelas agências de pesquisa dos países mais desenvolvidos do mundo – apontam para a eficácia das Psicoterapias Assistidas por Psicodélicos (PAPs) para tratar transtornos mentais. Mas, à medida que esse tipo de investigação se populariza ao redor do mundo, junto com ela, começam a surgir questões éticas importantes.

Nas PAPs, o paciente ingere psicodélicos – sejam eles MDMA, LSD, psilocibina, ketamina – dentro do consultório, acompanhado por terapeutas especializados que irão guiá-lo e confortá-lo ao longo da experiência alucinógena. É uma prática terapêutica diferente das tradicionais, que pode incluir um suporte emocional mais enfático e até algum tipo de contato físico – um aperto de mão, um abraço – quando necessário. Isso se dá porque, muitas vezes, o paciente sob efeitos de alucinógenos pode estar se deparando com memórias vívidas de traumas ou experiências dolorosas do passado.

Recentemente, porém, surgiram denúncias de pacientes que se sentiram desconfortáveis e até mesmo abusados pelos seus terapeutas devido a algum toque físico ocorrido durante uma viagem psicodélica, ou em sessões auxiliares sem ingestão da substância. Há regras que guiam que tipo de suporte pode ser fornecido: jamais com cunho sexual, evidentemente, e apenas aqueles pré-autorizados pelos pacientes antes da experiência. A parte delicada, no entanto, acontece durante a sessão: é possível que um paciente que não tenha autorizado nenhum tipo de contato físico, acabe pedindo esse tipo de interação no meio de uma experiência psicodélica mais desafiadora. O que, então, o terapeuta deve fazer nesses casos?

É esse o desafio que cientistas e psicólogos terão daqui em diante. Como delimitar guias éticos que sejam satisfatórios e ainda assim acolhedores para as pessoas em tratamento? Entender que o self e a identidade das pessoas é fluida, e se altera dentro de diferentes condições pode ser um caminho. Mas – como tudo que envolve os novos tratamentos psicodélicos – há muito o que ser discutido ainda.