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Novo artigo de Eduardo Schenberg debate direitos indígenas na Renascença Psicodélica

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Acaba de ser publicado na revista Transcultural Psychiatry um novo artigo do diretor do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, juntamente com o advogado Konstantin Gerber. “Superando as injustiças epistêmicas no estudo biomédico da ayahuasca: rumo a uma regulamentação ética e sustentável” discorre sobre um aspecto ainda pouco explorado na Revolução Psicodélica: o valor dos conhecimentos indígenas, que usam psicodélicos há milhares de anos, sobre o desenvolvimento de pesquisas, remédios e tratamentos com essas substâncias.

As tais “injustiças epistêmicas” dizem respeito à maneira como cientistas costumam tratar os povos tradicionais: como se não fossem capazes de criar e compartilhar conhecimentos válidos. Será que o conhecimento só pode ser alcançado por meio de testes duplo cegos, teorias moleculares e avaliações estatísticas de segurança? Tudo o que os povos indígenas brasileiros, peruanos e colombianos – que utilizam a ayahuasca em seus rituais e como plantas de cura – sabem sobre o chá alucinógeno deve ser jogado fora?

O artigo também propõe que novas regulações relativas à ayahuasca passem pelo consentimento e controle das sociedades indígenas. Isso é especialmente importante para evitar, por exemplo, que grandes farmacêuticas internacionais consigam isolar e patentear alguma molécula da ayahuasca a fim de lucrar com ela. 

Segundo a Convenção Sobre a Diversidade Biológica das Nações Unidas, em casos assim, os povos tradicionais também devem ser recompensados com o lucro oriundo dos novos tratamentos. No caso da ayahuasca isso se torna ainda mais evidente uma vez que o chá é elaborado a partir de uma mistura de plantas originárias da Amazônia. Quem foi, afinal, que teve a ideia para essa receita e continuamente ensina o mundo inteiro a prepará-la e usá-la?

“Povos indígenas têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver sua herança biocultural, seu conhecimento tradicional e suas expressões culturais, incluindo práticas médicas”, escreveram Eduardo e Konstantin, ambos doutores por renomadas universidades brasileiras, o primeiro em neurociência e o segundo em direito.

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Revista Cult destaca o trabalho de Eduardo Schenberg

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A mais recente edição da @cultrevista chega às bancas com uma grande entrevista com o diretor do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD. No texto, chamado “Por uma terapêutica não dualista, com psicodélicos”, o pesquisador descreve o potencial revolucionário das Psicoterapias Assistidas por Psicodélicos e fala também sobre o trabalho do instituto.

Ao longo da entrevista, conduzida por @flavio.lobo.568, Eduardo traça um breve histórico dos tratamentos psiquiátricos: desde o tempo em que não havia medicamentos dedicados a esses problemas e no qual a terapia verbal era a única opção – chegando aos dias de hoje, onde a prevalência é a prescrição de fármacos e o distanciamento de cuidados mais humanitários. Para o neurocientista, o futuro necessita de tratamentos que caminhem no meio desses dois pólos, incluindo aí as terapias psicodélicas.

Na conversa, Eduardo também dá destaque para o trabalho da principal parceria do Instituto Phaneros, a @mapsnews, que foi a instituição responsável por desenvolver o protocolo de tratamento de estresse pós-traumático com MDMA – o mesmo seguido, aliás, na pesquisa feita pelo Instituto Phaneros no Brasil. No total, são quinze sessões de tratamento: três psicoterapêuticas preparatórias e então uma com MDMA, depois mais três sessões integrativas sem a substância e outra com a substância, a ser repetidas mais uma vez. Por fim, o tratamento se encerra com mais três sessões de psicoterapia integrativa.

Leia um trechinho da entrevista sobre o efeito dessa terapia:

“Cada sessão de psicoterapia com uso de psicodélicos é uma experiência de vida, uma vivência psíquica que envolve todo o organismo, corpo e mente. São experiências intensas, frequentemente com riso, choro, emergência de memórias, visões… que comumente são lembradas em detalhes e classificadas pelos pacientes entre as mais significativas da vida, mesmo vários anos depois.”

Quer saber mais? Procure a mais nova edição da @cultrevista!