Claudia Schwarz-Plaschg

Imaginando e construindo cenários para a legalização dos psicodélicos nos EUA

 

Claudia Schwarz-Plaschg

A Comunidade Phaneros 2022 vai receber mais uma convidada internacional de primeira linha no encontro desta semana. A conversa será com Claudia Schwarz-Plaschg, pesquisadora da Universidade de Viena, na Áustria, e da Universidade Harvard, EUA. Excepcionalmente, o encontro acontecerá de manhã esta semana, às 9h, horário de Brasília.

Claudia trabalha com o uso de psicodélicos para tratar saúde mental, mas por um viés sociopolítico, que envolve analisar de que maneiras novas tecnologias são recebidas pelo governo, pela sociedade e pela comunidade científica. O tema de sua fala para a Comunidade será “Socio-psychedelic Imaginaries: Envisioning and Building Legal Psychedelic Worlds in the United States” (“Imaginários socio-psicodélicos: visualizando e construindo mundos psicodélicos legais nos Estados Unidos”). 

Para além das nuances mais estruturais, Claudia também analisa o fenômeno das Psicoterapias Assistidas por Psicodélicos (PAPs) por uma lente de gênero, feminismo e justiça social. Ela também é interessada em entender de que maneira ciência e espiritualidade compõem a realidade de quem se trata com esse tipo de substância.

Claudia Schwarz-Plaschg vêm de um background de estudos diversos. Formada em comunicação e sociologia, aos poucos a austríaca foi se aproximando dos estudos da ciência e tecnologia, por um viés não-médico. Seu foco costuma ser nos impactos que as tecnologias têm sobre a sociedade e a vida das pessoas.

Depois da apresentação de Claudia, os alunos terão a oportunidade de tirar dúvidas e levantar questões, para que o encontro se torne um debate e uma troca de ideias. Ao longo do ano, a Comunidade oferecerá 35 encontros, sempre às terças-feiras, com visitas de alguns dos maiores especialistas do assunto no Brasil e no mundo. Neles, serão discutidos artigos científicos, filmes, livros e documentários sobre o universo dos psicodélicos e suas aplicações para a saúde mental.

O que o uso de psicodélicos tem a ver com a conexão com a natureza

Um recente estudo brasileiro, publicado em agosto de 2022 no Journal of Psychoactive Drugs, e liderado pelos pesquisadores Marcio Longo, Bheatrix Bienemann e Daniel Mograbi, da PUC-Rio, com colaboração do presidente do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, PhD, analisou a relação que usuários de diversas substâncias têm com a natureza. O artigo, baseado em uma pesquisa conduzida pela internet com quase 300 voluntários sobre hábitos de consumo de drogas, concluiu que aqueles que usam psicodélicos como a ayahuasca, a psilocibina dos cogumelos mágicos e o LSD se dizem também mais conectados com o mundo natural.

O estudo analisou o consumo de ayahuasca, psilocibina, LSD, MDMA, cannabis, cocaína e álcool, mas foi com a ayahuasca que os participantes disseram ter se sentido mais em harmonia com a natureza. Isso pode se dever ao fato de que, na maior parte dos casos, a substância foi ingerida dentro de um contexto comunitário e religioso. 

Diversas pesquisas já mostraram a relação entre psicodélicos e o contato com a natureza, uma vez que essas substâncias também tendem a tornar seus usuários mais abertos a novas experiências, mais conectados com o mundo ao redor e mais espiritualizados. Há indícios também de que quem consome essas substâncias também se preocupa mais com a conservação do planeta e do meio ambiente. A maior parte dos estudos anteriores foi conduzida em países desenvolvidos e de língua inglesa e demonstrar essa associação também entre habitantes de um país de média renda é uma novidade do estudo brasileiro.

Há, porém, limitações metodológicas na pesquisa. Por se tratar de uma pesquisa online, os participantes não são representativos da população brasileira. 60% dos respondentes eram mulheres, 79% eram brancos e quase um terço dos voluntários tinham renda mensal entre 10 e 20 salários mínimos – o que indica um forte recorte de classe no estudo. Ainda assim, trata-se de uma conclusão interessante, ainda mais em um país com enormes e urgentes questões ambientais como o Brasil.

IRIS

Instituto Phaneros no Iris Festival

IRIS

O Parque Lage, no Rio de Janeiro, vai sediar entre os dias 12, 13 e 14 de agosto o IRIS Festival @irisprobemviver, um encontro entre arte, ciência, espiritualidade, tecnologia, ecologia e cultura. Ao longo dos três dias, o evento vai oferecer palestras, shows de música, oficinas, workshops, rodas de cultura popular, conferências e experiências únicas para os participantes.

A ideia do festival é criar um espaço que lute por uma sociedade mais igualitária, com foco na sustentabilidade e na justiça social, com reflexões e questionamentos sobre o status quo. O objetivo é promover a mudança – interna e externa – das pessoas, incentivando a conexão com a natureza e as comunidades tradicionais, para poder lidar com as crises atuais da sociedade.

O presidente do Instituto Phaneros, Eduardo Schenberg, também vai participar do IRIS Festival em um bate-papo com outros dois agentes de mudança: o astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser @gleiserofficial e a ecologista e autora de livros Monica Gagliano @_monicagagliano_. A conversa, “Alternativas de pensar a natureza, o humano e o cosmos”, acontece às 17h do dia 13 de agosto, sábado. 

Outras atrações incluem a chef de cozinha Bela Gil @belagil (“A comida como lente para enxergar o mundo”), assim como a liderança indígena Eliane Potiguara @elianepotiguara e o socioambientalista Thiago Ávila (“O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar novos mundos”). Entre as atrações musicais estão Mateus Aleluia e o Samba da Dida.

Os ingressos estão à venda no site da Benfeitoria (https://benfeitoria.com/projeto/irisfestival), que também está arrecadando fundos para a realização do evento. Os apoios variam entre R$ 30 e R$ 1.500, e permitem desde a participação básica ao IRIS Festival até shows personalizados, viagens e o status de patrocinador oficial. Entre no site e garanta já o seu acesso!

 

FoPAP

Nova fase da FoPAP – é hora de monitorar as terapias

FoPAP

A primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) começou uma nova fase em seu treinamento. Depois de estudar os mais importantes manuais de conduta e práticas para terapias psicodélicas do mundo, os alunos agora estão assistindo a gravações de sessões reais de PAPs e avaliando a conduta dos terapeutas, numa prática conhecida como Monitoramento de Aderência.

Já desde julho, a turma vem assistindo a íntegras de sessões de integração de terapias assistidas por MDMA feitas com dois pacientes distintos. Ao total, são mais de 80 horas de gravação. Além de se familiarizar com a prática, os alunos farão uma análise objetiva do trabalho dos terapeutas, baseada em critérios rigorosos e pré-estabelecidos, para concluir se a terapia foi bem conduzida e descobrir onde as sessões poderiam ter sido mais bem direcionadas. O objetivo é tentar reconhecer se os profissionais gravados aderiram ou não aos manuais práticos. O Monitoramento de Aderência é importante para que os terapeutas em treinamento reconheçam os principais desafios das PAPs e possam fugir de possíveis armadilhas no futuro.

Depois de um mês de observação e análise, os dados dos alunos serão compilados para avaliação. Os resultados serão comparados com a análise prévia de três terapeutas padrão ouro, já longamente estabelecidos nas terapias psicodélicas e formados pela @mapsnews: Eduardo Schenberg, presidente do Instituto Phaneros; Renata Esteves, psicóloga portuguesa, e Fernanda Rios, psicóloga na Alemanha.

Nos meses de setembro e outubro, o trabalho se repetirá com gravações de sessões de medicação e de integração. A FoPAP oferecerá, ao longo de 24 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Esta semana na FoPAP: refinando as playlists

instituto phaneros

Esta semana, a turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (FoPAP) dará continuidade à atividade iniciada no encontro da semana passada: a criação de uma playlist para acompanhar uma sessão de Psicoterapia Assistida por psicodélicos. 

Na aula desta quinta-feira, 24/03, Eduardo Schenberg, PhD, neurocientista, e Thales Caldonazo, físico e psicólogo, vão receber os trabalhos iniciais dos alunos, que serão então ouvidos e discutidos em grupo. A ideia é que a própria turma pondere e sugira melhorias ao trabalho, em uma construção coletiva. O objetivo é que cada participante termine o módulo de música com uma playlist de 8 horas finalizada.

Saber calibrar a ordem e a intensidade das músicas para que conversem com o ponto da experiência psicodélica é o desafio encontrado na hora de desenvolver playlists para esse fim. 

A música é parte crucial de uma sessão de PAP – tanto que alguns especialistas a chamam de “o terapeuta oculto” da ciência psicodélica. 

A trilha sonora pode influenciar o clima da experiência, estimular memórias nos pacientes e até mesmo ter impactos sobre a eficácia dos tratamentos. No geral, preza-se que a trilha sonora seja mais ou menos uniforme para todos os participantes de uma pesquisa, embora os pacientes possam pedir para incluir músicas que sejam relevantes para o seu desenvolvimento como pessoa ou que tenham marcado momentos de suas vidas.

A FoPAP oferecerá, ao longo de 18 a 24 meses, atividades individuais e em grupo, online e presenciais, incluindo aulas teóricas, apresentação de casos clínicos, role-play, leituras e produção de material intelectual reflexivo sobre aspectos teóricos e práticos da Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. O objetivo é capacitar profissionais de saúde que participarão de estudos clínicos e colaborarão com pesquisas científicas sobre o assunto.

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Canadá flexibiliza acesso a tratamentos psicodélicos

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Nos últimos anos, alguns países ao redor do mundo vêm flexibilizando suas proibições aos psicodélicos. Em 2020, foi a vez do Canadá, que autorizou que pacientes diagnosticados com doenças terminais pudessem ter acesso à psilocibina – o princípio ativo dos cogumelos mágicos – para lidar com a angústia e o medo do final da vida. Ainda assim, o acesso continuou limitado e, até o final de 2021, apenas 55 canadenses haviam obtido a permissão para ingerir a substância, acompanhados por seus médicos e clínicas especializadas.

Agora, uma emenda à legislação federal flexibilizou o acesso a esse pedido. A partir de agora, todos os médicos poderão pedir a autorização para seus pacientes com doenças graves ou com risco de morte, desde que as terapias tradicionais tenham falhado ou sido insuficientes. Isso inclui substâncias como a psilocibina ou o MDMA, que são criminalizadas em outros contextos por lá.

O pedido deverá ser feito pelo Special Access Program (SAP, ou Programa de Acesso Especial), que permite que médicos se utilizem de remédios que se mostraram promissores em estudos clínicos ou que já são autorizados em outros países. “Não param de surgir evidências científicas que indicam o potencial terapêutico de algumas drogas restritas, principalmente as psicodélicas, como a psilocibina ou o MDMA”, explica o anúncio oficial do governo canadense.

Apesar da aparente flexibilização, cada pedido continuará sendo avaliado caso a caso, explicaram os funcionários do SAP. “Os tratamentos apenas são autorizados quando os tratamentos já foram testados e comprovados eficazes em estudos com Fase II ou III. Levamos em consideração o nível de evidência existente sobre o uso, a segurança e a eficácia de cada droga para cada paciente”, disse Kathleen Marriner, relações públicas do Ministério da Saúde canadense.

Ainda assim, a expectativa é que os requerimentos não demorem para ser processados. “Tentamos dar uma resposta para todos os casos dentro de um dia útil”, disse Kathleen. Agora é esperar para ver se a medida realmente representa uma mudança ao acesso a esses tratamentos.

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Chamada para aplicação de bolsas FoPAP:

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O Instituto Phaneros irá disponibilizar duas bolsas parciais para participação na primeira turma da Formação em Pesquisa com Psicoterapia Assistida por Psicodélicos!

De acordo com nossa política de responsabilidade social, estamos abrindo o Processo Seletivo para duas bolsas parciais (desconto de 25% na mensalidade) na FoPAP. Uma das vagas oferecidas é na cidade de São Paulo – SP, e a outra em Florianópolis – SC. As bolsas são exclusivas para estas cidades, pois os atendimentos funcionam em duplas e precisamos completar uma dupla em cada uma destas cidades que está com número ímpar de alunos.

Atualmente, o custo da formação é de 24 parcelas de R$2.200 (já incluindo hospedagem nos módulos presenciais e supervisão clínica), com o desconto, você poderá pagar parcelas deR$1.650,00 se optar pelo pagamento mensal.

Os critérios que adotamos para a escolha dos bolsistas são uma combinação de aspectos socioeconômicos, de diversidade e também a atuação profissional de cada aplicante, lembrando que o objetivo das bolsas é apoiar a inclusão social diversa e plural.

A inscrição no Processo Seletivo é gratuita, e tem duas etapas:
-Preenchimento do formulário
-Envio de documento com Curriculum Vitae e carta de apresentação

Para acessar o formulário, basta enviar uma DM que te enviaremos o link. Ao término do preenchimento, você encontrará as instruções para envio do CV. Leia com muita atenção todas as instruções para que não falte nenhuma etapa na sua inscrição!

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A um passo do financiamento público para a pesquisa psicodélica

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Não é de hoje que nossos parceiros da @mapsnews promovem campanhas e tentam conscientizar o público americano da importância de se conseguir financiamento público para a pesquisa psicodélica. O que é novidade, porém, é que essa possibilidade agora está mais perto de se tornar real.

Um projeto de lei que foi aprovado pelo Congresso americano no fim de julho de 2021 prevê um aumento dos recursos federais para a área da saúde. Diversas agências, entre elas o Department of Health and Human Services, deverão receber o dinheiro de acordo com o texto. Embora o projeto não cite nominalmente os psicodélicos, o relatório que o acompanha diz explicitamente que o governo deveria investir em pesquisas feitas com esse tipo de substância, especialmente voltadas para veteranos de guerra.

“… nosso comitê está preocupado que mais de 17 veteranos continuem cometendo suicídio todos os dias nos EUA. Há diversos estudos e testes clínicos recentes que demonstram o impacto positivo de terapias alternativas, inclusive com psicodélicos, para tratar casos resistentes de estresse pós-traumático e depressão. Dessa forma, o comitê encoraja o uso de recursos federais para promover e expandir terapias psicodélicas”, diz o texto. 

O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado – mas foi visto com bons olhos pela MAPS. Quase todas as pesquisas já feitas com psicodélicos nos EUA foram financiadas por filantropia. O financiamento público serviria para evitar que novas empresas de biotecnologia, voltadas a ganhos financeiros, passem por cima de medidas de segurança durante os estudos, ou que sejam menos cautelosos em suas pesquisas, a fim de acelerar os processos e passar a lucrar com possíveis novos remédios. Outro risco é o interesse dessas empresas em patentear rapidamente qualquer nova substância relacionada a psicodélicos, o que nem sempre está de acordo com o interesse público ou o avanço consciente da ciência. Financiamento público, então, seria uma opção de praticar a medicina com mais ética e segurança.

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Novo relatório internacional vai apontar a urgência do fim da guerra às drogas

instituto phaneros

O Global Commission on Drug Policy é uma organização internacional que tem como objetivo reformar e sugerir novas políticas públicas para as drogas ao redor do mundo. A instituição está completando 10 anos de existência em 2021 e vai lançar no dia 7 de dezembro um novo relatório chamado “Time to end prohibition” – ou “A hora de acabar com a proibição”. 

A expectativa é que o novo documento traga fatos e análises que ajudem a mostrar a ineficácia da guerra às drogas, que ao longo das últimas décadas já causou a morte de milhões de pessoas em todo o mundo e aumentou a criminalidade, principalmente em países mais vulneráveis e produtores de drogas. 

O Global Commission on Drug Policy trabalha em cinco frentes de atuação para reformar as leis contra drogas: priorizando a abordagem por meio da saúde pública, descriminalizando o uso e a posse de drogas por parte de indivíduos, facilitando o acesso a medicamentos controlados, incentivando a opção de penas alternativas para crimes não violentos (como a venda de drogas) e regulando o mercado de drogas com o objetivo de desmantelar o crime organizado. 

A organização foi fundada há uma década com a atuação de ativistas, políticos e empresários influentes, interessados em modernizar o debate sobre o assunto. O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan (falecido em 2018), a ex-presidente da Suíça Ruth Dreifuss, o escritor mexicano Carlos Fuentes e dois ex-presidentes da Colômbia (César Gaviria e Juan Manuel Santos) estão entre muitas da figures ilustres que fazem parte da instituição. 

A expectativa agora é ver o que o novo relatório vai apresentar. Fiquemos ligados!

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Experiências místicas e seu papel nos tratamentos psicodélicos

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Na comunidade científica psicodélica, é comum o argumento de que não seria relevante ou necessário estudar as experiências místicas (EMs) que costumam acompanhar o uso dessas substâncias a fim de entender seu papel terapêutico. No entanto, a tentativa de retirar o misticismo da ciência psicodélica é, no mínimo, uma tendência que não faz jus à profundidade e à complexidade do tópico. Esse é o argumento central de Joost Breeksema e Michiel van Elk, cientistas da Leiden University, em um artigo publicado em julho de 2021. 

Os pesquisadores argumentam que o reconhecimento da complexa variedade de “estranhezas” das experiências psicodélicas deveria estar no cerne de qualquer programa de pesquisa minimamente sério sobre o tópico. Os autores também destacam a rica tradição de ferramentas científicas para estudar EMs, e a sua relevância para a compreensão dos efeitos terapêuticos dos psicodélicos.

Ferramentas como o Questionário de Experiência Mística (MEQ) e a Escala das 5 Dimensões de Estados Alterados de Consciência (5D-ASC) têm se mostrado valiosas no mapeamento da fenomenologia induzida por psicodélicos. Ao lado dessas escalas padronizadas, os métodos de pesquisa qualitativa são particularmente úteis para estudar as experiências, usando técnicas como entrevistas em profundidade, observação participante e microfenomenologia, que ajudam a explorar o que foi vivido  em detalhes mais precisos.

Um número crescente de pesquisadores interessados ​​no potencial terapêutico dos psicodélicos busca categorizar as EMs enquanto “efeitos colaterais” completamente irrelevantes. Outros, no entanto, apontam para a relevância  da experiência subjetiva. Embora esse debate ainda não esteja terminado, vale ressaltar a importância do contexto cultural, tanto para levar (ou não) em consideração  essas experiências, quanto para entender sociedades  que questionam até mesmo a divisão entre místico/ordinário ou transcendente/imanente.